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Distúrbios do Sono: como a Odontologia pode ajudar você a dormir melhor

ronco e apneia na odontologiaQuase todo mundo tem uma história relacionada ao ronco: se ninguém nunca reclamou do seu, muito provavelmente você conhece pelo menos uma pessoa que faz tanto barulho quando dorme que já virou motivo de piada nas reuniões de família. Atingindo cerca de 40% da população mundial, agravando-se em homens com mais de 30 anos e em mulheres na menopausa, esse problema pode render histórias divertidas, porém, deve ser tratado com seriedade, pois atinge não apenas a esfera social, mas principalmente a saúde de quem passa por ele. O ronco é o som produzido quando quem que está dormindo tem o seu fluxo de ar restringido, o que ocorre devido ao enfraquecimento dos músculos da língua e da garganta, fazendo com que a primeira se relaxe e se precipite para trás, tocando a parede posterior do interior do pescoço. Tal movimento impede a passagem suave do oxigênio, de modo que, quando se força a sua entrada, isto causa uma vibração – o ronco.

causa do ronco e apneiaComo se o incômodo sonoro já não fosse o bastante, o ronco geralmente traz consigo outro distúrbio do sono bem mais sério: a apneia. Por definição, essa palavra significa “prender o fôlego”, “privar-se do ar”. Assim, o que acontece com algumas pessoas é que, com o relaxamento excessivo dos músculos durante o descanso, advém um bloqueio da garganta, provocando uma interrupção na respiração por até 10 segundos.

Frequentemente associamos o estágio em que o ronco e a apneia se dão num momento de sono profundo, no qual o indivíduo parece dormir mais intensamente, “descansando”; contudo, a verdade é que aqueles que experimentam essas dificuldades costumam ter uma noite de pouco repouso. Cada vez que o cérebro percebe que está ficando sem oxigênio, ele envia uma mensagem para que haja um “pequeno” despertar e a pessoa volte a respirar. Na prática, ela não chega a acordar, mas também não atinge o pico do sono realmente reparador, e as noites maldormidas são extremamente prejudiciais, tanto em curto quanto em longo prazo.

Além da desconfortável sonolência durante o dia – que resulta em falta de atenção, diminuição de produtividade e perda de memória recente, apenas para citar alguns exemplos –, aumentam significativamente os riscos de infarto, derrame cerebral, impotência sexual e enxaquecas.

Quem nota os efeitos e riscos desse distúrbio pode e deve buscar tratamento – afinal, quase um terço da nossa vida corresponde ao ato de dormir, reconhecidamente fundamental à nossa saúde. O primeiro passo é se dirigir uma clínica especializada onde esses e outros problemas – como insônia e espasmos – sejam tratados. E, além da consulta com um especialista em sono, é provável que se lhe solicite uma série de exames, radiografias e também a polissonografia, que consiste na reunião de uma equipe multidisciplinar (neurologistas, psicólogos, ortopedistas e cirurgiões-dentistas) para assistir ao paciente dormindo, a fim de que aquilo que ocorre com ele venha a ser analisado.

No caso da apneia e do ronco, a solução está em simplesmente procurar maneiras para respirar corretamente, evitando-se o fechamento das vias áreas. Entre as opções disponíveis, há o CPAP (aparelho de pressão positivo), que é uma espécie de máscara conectada à eletricidade que envia ar comprimido, forçando, assim, o seu fluxo. No entanto, este é um aparelho desconfortável e barulhento, que não auxilia satisfatoriamente aqueles que precisam de um repouso de melhor qualidade.

Existe também a possibilidade de uma intervenção cirúrgica para a remoção da úvula (parte do palato mole ou avanço maxilar). Todavia, este é um procedimento extremo, recomendado pelos otorrinolaringologistas apenas para casos mais graves e/ou nos quais esteja impedido o uso de outras técnicas.

Neste cenário, os aparelhos odontológicos intrabucais destacam-se por suprir os pontos negativos já mencionados. Feitos de silicone, aço inoxidável e de fácil adaptação, eles são uma ferramenta prática para diminuir as implicações do ronco e a apneia já na sua primeira fase de uso.

O seu princípio é bastante simples: eles mantêm a mandíbula firmemente avançada, esticando os tecidos da garganta e deixando o caminho livre para a entrada de ar, evitando, desta forma, os vários segundos que em que o corpo normalmente ficaria sem oxigênio. Ao mesmo tempo em que isto se verifica, a boca é mantida fechada (pois os dentes estão sendo segurados pela estrutura) e os músculos da região são forçados a permanecer tensos e firmes, evitando as emissões de som.

Como esta não é uma intervenção invasiva, o risco de má adaptação é muito baixo. Os estudos, feitos antes da confecção do modelo final, levam em consideração a articulação temporomandibular (ATM) do usuário, não havendo o perigo de dor nem de mudanças na dicção ou em sua mordida.

As únicas restrições do uso do aparelho são relativas aos indivíduos obesos, àqueles com apneia comandada pelo sistema nervoso central ou com mais de 30 ocorrências por hora e/ou, ainda, nos casos em que há problemas na articulação do maxilar.

Certamente, outras doenças também podem desencadear o ronco – quem, por exemplo, nunca roncou quando estava gripado? Por isso é tão importante procurar um time composto por especialistas em diversas áreas.

Se você pretende e/ou já está tentando ter noites mais bem dormidas, conte com a equipe do SPA Odontológico Luposeli para ajudar na composição desse grupo. A Clínica possui toda a estrutura necessária para a confecção personalizada dos aparelhos e profissionais altamente qualificados e experientes que o(a) ajudarão a obter o melhor tratamento possível e a voltar a dormir com os anjos!

Comentários (1)

  1. Luposeli Odontologia - 09 Jan, 2014

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