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A toxina botulínica nos tratamentos de bruxismo e sorriso gengival

Em meados do ano 2000, muito se ouviu falar a respeito do “Botox”, nome com que se sobressaiu a primeira marca norte-americana liberada para comercializar a substância denominada toxina botulínica.

toxina botulinica sorrisoAssociada diretamente aos tratamentos de pele que visam à aparência de jovialidade, atenuando as rugas dinâmicas da face (aquelas provocadas pela contração dos próprios músculos faciais), marcas e linhas de expressão, o enfoque sobre a toxina botulínica ressurgiu aproximadamente dez anos depois do auge da sua novidade, quando, então, ouviu-se falar a respeito da sua aplicabilidade na Odontologia.

Mas de que forma os pacientes das clínicas odontológicas podem ser auxiliados com esse método?

Conforme já registramos no artigo “Os benefícios da toxina botulínica na Odontologia”, a “proteína botulínica” (outro nome pelo qual é chamada) consiste em uma proteína de alta especificidade secretada pelas bactérias Clostridium botulinum e Clostridium parabotulinum, que, por sua vez, são microrganismos presentes na natureza.

Desde que utilizada em quantidades corretas, respeitando-se as suas indicações e protocolos, os seus efeitos podem ser terapêuticos em relação a algumas patologias.

A sua aplicação no tratamento de bruxismo

Dada a sua atuação na diminuição da tensão muscular, a toxina botulínica pode ser utilizada para diversas finalidades na área da Odontologia, como é o caso do controle do bruxismo, uma situação que se caracteriza pelo apertamento ou ranger de dentes durante o sono e/ou em vigília e que, de acordo com as estatísticas médicas, acomete cerca de 40% da população mundial.

A explicação para o seu uso é simples: quando a toxina botulínica é injetada num dos músculos da face, a tensão diminui, de maneira que não há força o suficiente para provocar o atrito entre os dentes, causando o desgaste ou a fadiga dos músculos da mastigação (uma das situações responsáveis pelas dores orofaciais). A excelente vantagem em relação ao tratamento tradicional é que, diferentemente das placas noturnas, que podem gerar desconforto ao descanso do paciente, a toxina não causa incômodo. Além disso, a substância também pode ser aplicada no controle das próprias dores de cabeça secundárias ao bruxismo.

Como a toxina botulínica pode ser utilizada no “sorriso gengival”?

O “sorriso gengival” é aquele em que há exposição acentuada da gengiva, ou seja, quando o indivíduo sorri, a sua gengiva é mostrada excessivamente.

Nos casos em que se tem até 8,8 mm de gengiva aparente e nos quais a distância entre os lábios e a gengiva não ultrapassa 3,3 mm, a toxina botulínica tem sido indicada como uma excelente opção a ser Close-up of a young woman smilingaplicada pelo cirurgião-dentista, evitando-se a intervenção cirúrgica. Sem que haja qualquer perda de sensibilidade no lábio ou sensação de paralisia, uma pequena dose da substância é o suficiente para relaxar o músculo interno do buço, impedindo que o lábio superior seja tracionado para cima no momento em que o paciente sorri e, portanto, diminuindo o aparecimento da sua gengiva.

Por não se tratar de um fim estético, mas sim de objetivo terapêutico num procedimento odontológico, tal prática também é devidamente regulamentada pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO).

“Tenho interesse em tratar o meu problema usando a toxina botulínica. O que devo fazer?”

Se você tem interesse em saber mais a respeito do uso da toxina botulínica na Odontologia e se a aplicação da substância pode, efetivamente, resolver o seu problema, a primeira coisa a fazer é agendar uma consulta com um especialista de confiança.

Há notícias de muitos consultórios odontológicos nos quais o uso dessa proteína vem sendo considerado ilegal, pois, mesmo sem autorização nem conhecimento específico para isso, muitos cirurgiões-dentistas têm se valido dos seus efeitos para fins exclusivamente estéticos (como, por exemplo, a minimização das rugas na região dos olhos), contrariando, inclusive, a resolução do Conselho Federal de Odontologia.

Ainda que os limites sobre as necessidades funcionais e/ou estéticas de cada pessoa continuem sendo bastante controversos e passíveis de discussão, o fato é que o Órgão visa a proteger os pacientes de quaisquer danos advindos do exercício envolvendo o uso da famosa e ainda polêmica toxina, de modo que a sua determinação deve ser seguida, muito embora isto nem sempre aconteça.

Por essa razão, é preciso buscar profissionais realmente capacitados, comprometidos com a melhor solução para cada paciente, entre os quais está o dr. Flávio Luposeli, único membro brasileiro do Conselho Consultivo Científico Mundial para Toxina Botulínica da Ipsen Beaufour – Munich, Alemanha, que avaliará o seu caso e esclarecerá todas as suas dúvidas a respeito do melhor tratamento.

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